Busca no Blog

The Week Angels tocam juntos em Brasília

Por Ricardo Lucas em 26.02.2010 : : 12h57

Por Welton Trindade, do ParouTudo

Dois dos melhores e mais experientes DJs da The Week, Pacheco e
Renato Cecin tocam em Brasília na Let’s Club GLOW desta sexta

O melhor pode ficar ainda mais incrível. Uma prova dessa possibilidade acontece nesta sexta-feira 26, na Blue Space. A união das festas Let’s Club com a Glow, as melhores do DF, será coroada pelas presenças de dois grandes nomes da música eletrônica nacional, os DJs Paulo Pacheco e Renato Cecin, ambos da The Week.

Assim como a The Week, que tem uma força incrível no meio gay nacional e até de fora do país devido à fama da marca, os dois profissionais também já fazem parte do melhor desse universo da noite GLS. Essa história foi construída junto com a trajetória do clube. Ambos estão na The Week desde o início do projeto, que aconteceu há quase seis anos. Antes disso, eles já tinham no currículo um lista grande de locais onde tocaram. Renato Cecin chega a se considerar um dinossauro das pistas. Um dinossauro bem animado, deve-se dizer.

Com o trabalho, há momentos incríveis e inesperados. Pacheco fala sobre isso. “Existem noites de sábado em São Paulo que nada de especial está preparado. Nenhum DJ internacional, nenhuma festa especial, mas a noite corre de forma tão incrível que comentamos: ‘Nossa, parece noite de parada de São Paulo’. De tão lotada e agitada, a festa se torna muito, muito especial.”

: : Trabalho constante

De inesperado mesmo na carreira só há alguns momentos, já que o que eles levam às pistas é fruto de muito empenho. “O tempo todo fico ouvindo as músicas que pesquiso ou recebo. Seja no carro ou em casa mesmo”, diz Cecin. Pacheco fala do quanto eles devem ser estar antenados no que rola na cena musical. “Quanto aos ritmos, acompanhamos as tendências e as incorporamos aos sets, sempre com cuidado para não descaracterizar nosso estilo pessoal.”

A respeito do que tem ocorrido na cena eletrônica gay, Pacheco é crítico. E como o DJ não é apenas mais um nesse ambiente, é bom prestar atenção no que ele diz. “As coisas estão estranhas. Há muitos profissionais instantâneos. Sejam DJs, produtores de festas e blogueiros, há muita gente fazendo e falando coisas que eles acham que sabem fazer. Tem havido muita música ruim rolando nas pistas. Música não é barulho. No mais, festa tem de ter estrutura: som, banheiros limpos, iluminação…enfim, qualidade!”

O público de Brasília faz bem em ter expectativas grandes para a noite desta sexta-feira. Os DJs vão apresentar o seu melhor. “Sempre penso em levar alegria e diversão ao público. Soma-se a isso, é claro, todo trabalho de pesquisa e informação”, diz Cecin.

Para ouvir um sets do DJ Pacheco, clique aqui

Para fazer o download de um dos sets mais recentes do DJ Renato Cecin, clique aqui

Modelos do DF viram DJs no 1º Let’s Club 2010

Por Ricardo Lucas em 31.12.2009 : : 13h31

Por Thaís Cunha, do Finíssimo

O número tem um apelo místico: 01.01.10; mas é também a primeira sexta-feira do ano. E para começar 2010 com o pé direito o Let’s Club (que funciona na Blue Space Brasília) promove a edição Good Vibes com André Pomba, residente da A Lôca (SP), e a turma de iDJs fashionistas Ju Lima, Diego Rovo e Pedro Mologni. A ordem do dress code é se jogar no patuá e simpatias para trazer sorte ao ano novo.

A escolha do line up do Let’s Club Good Vibes foi feita a dedo. André Pomba, ou apenas ‘Pomba’, como é conhecido, também é presidente da ONG, que dá apoio a artistas independentes.

Entre os ritmos favoritos do DJ está o Rock “Principalmente o rock alternativo dos anos 90, tipo Nirvana, Stone Temple Pilots, Alice in Chains, Smashing Pumpkins e Garbage e bandas de heavy metal dos anos 80 como Iron Maiden, Black Sabbath (fase Dio principalmente) e Metallica”, revela. Para o Let’s Club, o DJ promete tocar um mix de ritmos atuais e clássicos. “Quase tudo nas versões originais, detesto remix”, comenta.

Para 2010, Pomba aposta na cena independente nacional. “Creio que grupos como Vanguart – por exemplo – conseguirão um maior espaço na mídia e entre os fãs de rock em geral”, diz. De acordo com ele, o rock mais comercial se mantem dividido entre grupos apaixonados pelos anos 80 e bandas emo, mercado que ele acredita já estar saturado.

“A festa pra mim vai ser muito especial, um tipo de despedida”, disse a bonita. Ela e Diego Rovo estão fazendo as malas para a China. Modelo há sete anos, Juliana já mora fora do país há três e afirma ter vindo para o Brasil apenas pra ver a família. “Estou passeando aqui, de férias”. No iPod tem sempre muito house e progressivo.

Em seu set list para a festa, a iDJ promete músicas novas como Speed Alamo Up, de Dirty South vs Funkerman, uma das músicas que a modelo acredita ser promessa de sucesso para 2010.

Além de viajarem juntos para a China, Juliana e Diego Rovo tocarão juntos na Let’s Club.O rapaz é formado em Jornalismo há um ano e meio e já foi ciclista profissional. Hoje, vive de ser modelo. “Estou tentando ser DJ como hobby mesmo”, afirma. Apaixonado por música, Diego diz que house é o ritmo que mais toca em seu carro: “Sempre escuto house, mas misturo também com rock, pop britânico…”, afirma.

Para o Let’s Club ele promete trazer músicas “inéditas para Brasília”, como ele definiu os sons de Leventina e Morgan Page, misturados a sons mais populares como Lady Gaga e David Getta. “Aqui no Brasil, acho que 2010 será o ano dele, vai fazer mais sucesso ainda”, comenta.

O modelo de 19 anos teve sua estreia como DJ na semana de moda do Conjunto Nacional, a Time To Mix. Pedro Mologni fez curso para aprender a mixar e tem tocado muito electro com fusões de pop, retrô e funk. Sua especialidade, no momento é o eletropop: músicas conhecidas com batidas eletrônicas. Em sua volta ao Let’s Club, o belo promete não deixar ninguém parado. Só de olhar já dá vontade, né?

Tá combinado: todos os baixinhos na Babaloo Estica e Puxa desta sexta na Blue Space

Por Ricardo Lucas em 08.10.2009 : : 19h35

Por Welton Trindade, do ParouTudo

Os anos 80 já passaram, mas eles não precisam ficar só na lembrança. Afinal de contas, o clima daquela década vai dominar a Blue Space nesta sexta-feira 9 com a Babaloo Estica e Puxa, que rola em homenagem ao Dia das Crianças.

Dentre as várias atrações da festa, haverá apresentação de um dos símbolos da geração do Atari, Balão Mágico e do Trem da Alegria: simplesmente as paquitas Cátia (Miúxa) e Priscilla (Catuxita) cantarão as músicas do grupo que fez parte dos sonhos das meninas e que fez vários meninos dançarem.

Neste bate-papo com o ParouTudo, a Catuxita fala sobre a razão de ainda fazerem sucesso e a respeito do quanto elas ficam felizes em ver os baixinhos de antes ainda as adoram.

Seria muito díficil imaginar que, quase 20 anos depois, vocês ainda seriam tão requisitadas para fazer shows, não é?

Nossa, surpreeendente. Ficamos muito, muito felizes com isso. Naquela época, não pensávamos tanto em uma continuidade. Nem em 2005, quando fizemos um reencontro por meio de um show na festa Ploc, no Rio, imaginávamos que ainda haveria tantos fãs e tanta gente nos ama. Tanto ao ponto de viajarmos o Brasil para fazer shows. Pois, desde então, já viajamos o Brasil. Agora, por exemplo, a um dia de ir para Brasília, estou voltando de um show que fizemos no Sul.

É incrível mesmo como as pessoas querem cantar as músicas juntas com vocês e reviverem aquela época.

Sim, é algo de nostalgia muito grande. Todo mundo volta a ser criança. E é legal também porque os baixinhos dos anos 80 têm os seus baixinhos hoje, e todo mundo curte as Paquitas. É interessante ver isso porque parece que, atualmente, as crinanças não possuem muitas referências. E aí, conhecem nossas músicas e passam a gostar.

E como vocês se relacionam com os fãs?

Nos anos 80, não havia internet. Agora, com o mundo virtual, nossa, como é mais fácil entrar em contato. Há comunidades no Orkut de pessoas que curtem as Paquitas, fã-clubes, sites, blogs. É muita gente. Nós nos sentimos muito queridas e felizes.

Alguma diferença entre o momento vivido nos anos 80 e o de agora?

Naquela época, tínhamos cerca de 15 anos. Claro que encarávamos tudo com profissionalismo, mas a percepção das coisas mudaram. Hoje temos mais consciência desse carinho, do quanto as pessoas realmente gostam de nós, querem que continuemos a fazer shows. Dizer obrigado é pouco para tanto carinho.

Na Babaloo Estica e Puxa, os DJs Chamorrete Imunda, [andie], Mya, Otávio Chamorro, Stopme, Kit Kat, Yuri Pardi e Gilmar Golucho ainda tocarão outros sons que faziam a cabeça da garotada na época como Xuxa, Eliana, Sérgio Mallandro, Mara Maravilha, Trem da Alegria e Angélica. Na festa, também haverá brinquedos, doces e brincadeiras a noite inteira.

: : Serviço

Babaloo Especial Estica e Puxa
Sexta-feira 09 de outubro
Blue Space Brasília a partir das 22h30.

Ingressos antecipados custam R$ 15 e estão disponíveis nos seguintes pontos de venda: Café Savana (116 norte), A Loja.com (Brasília Shopping), UW (ParkShopping).

No dia da festa, a entrada custará R$20 até 23h30 com flyer, R$25 até 1h com flyer e R$30 após ou sem flyer.

Por que os mexicanos adoram a GLOW?

Por Ricardo Lucas em 20.08.2009 : : 15h50

O DJ Gustavo Scorpio (foto) é o criador da música-tema da festa GLOW (clique aqui para baixar). Gustavo realizou a produção em 2008 e de lá pra cá já fez mais uma versão da faixa. Em rápida conversa com a Jogação, ele conta que a GLOW está rodando o mundo e quem adora a música são os mexicanos. Até o DJ Isaac Escalante já teria pedido para fazer um remix da ‘track’. Confira:

Fale um pouquinho da música . O que usou para produzir, que tecnologia? Tire a curiosidade do público e revele-nos de quem é a voz sexy que está nela.

Muitas pessoas já me perguntaram de quem é a voz que está na música, tanto nessa quanto em outras minhas que têm vocal. Sinto informar aos que querem conhecer a “Glow Girl” que ela não existe. Trata-se de uma voz sintetizada, um programa de computador que imita a voz humana. Posso adiantar que estou trabalhando com uma cantora que, provavelmente, irei lançar em breve. Então, quem sabe uma próxima edição da música já possa ser com uma voz humana real.

Qual a diferença entre a primeira e a segunda versão em 2009?

Toda a diferença. Eu apenas peguei os vocais da primeira versão. O resto descartei propositalmente e refiz toda a base do zero pra que a segunda versão ficasse completamente diferente. Como essaa segunda tem a base mais pesada, acabou que eu agradei a um outro tipo de DJs, aqueles que gostam de um estilo diferente do mais light da primeira. Cada pista pede um tipo de música e tem GLOW pra todos os gostos.

Porque os mexicanos adoram a GLOW?

Os mexicanos ficam sempre de olho no trabalho dos brasileiros e eu sou dos que eles ficam sempre na cola. Geralmente, as minhas músicas são muito tocadas por eles e eu, por isso, recebo muitos convites pra remixar músicas de DJs de lá. O vocal é sexy, bem construído e a música é gostosa, por isso acho que a GLOW caiu no gosto dos mexicanos assim como agradou muitos brasileiros, que, aliás, tem gostos bem parecidos.

Que boate é essa que está no vídeo (clique aqui para ver) e quem está tocando?

O DJ é o J Zuart e a boite é o Living Club, na Cidade do México.

Set do Edgar Velazquez que a Laurize falou que tem GLOW nele (clique aqui para baixar).

Comente essa sua amizade com o Edgar

Fui ao México a convite do DJ Oscar Velazquez que, sem dúvida, é o maior nome na cena mexicana. Um dos convites para tocar foi num after-hours feito pelo irmão dele, Edgar Velazquez, que conheci neste dia. O mais curioso foi que ele tocou mais produções minha no after do que eu mesmo. Sempre nos sets dele tem uma ou outra coisa minha. Depois deste dia, acabamos saindo pra almoçar, ficamos amigos e, desde então, nos falamos sempre que possivel pela internet. Por questões de agenda minha, nunca pude ouvi-lo ainda aqui no Brasil e ainda devo a ele uma ida a uma churrascaria.

Relembre quando tocou no México e onde.
Toquei no México em outubro de 2008 e passei uma semana por lá. Eu me apresentei em clubes na Cidade do México, Guadalajara e Los Reyes de La Paz.

Você falou que recebe muitas mensagens sobre a música. O que o pessoal escreve?

Ainda hoje eu recebo muitas mensagens de gente falando que gosta muito da música. Tanto DJs como público em geral do Brasil e do exterior mandam estas mensagens elogiando a música ou mesmo pedindo o link para baixar canções. Muitos não sabem do motivo da criação da música e eu sempre explico que foi por conta da festa GLOW. Uma vez um menino pôs até a letra da música no profile dele do Orkut e nem era de Brasilia.

Agora essa novidade bafo que o Escalante pediu o vocal da GLOW para fazer uma produção. Dê detalhes disso como foi. Onde mais toca GLOW? Quem toca?

Eu estava na internet e comecei a conversar com o DJ Isaac Escalante, que veio pedir o vocal da música GLOW porque ele queria fazer um remix. Como eu confio no trabalho dele, enviei o material. Eu estou viajando muito e ele também. Então, depois disso, não tive mais notícias nem detalhes do andamento, pois não falei com ele para saber se o remix já está pronto ou se ele pretende divulgar.

Esse remix, como alguns outros meus, realmente se espalhou pelo mundo. Não tenho nem mais idéia nem controle de onde se toca. Só tenho idéia quando, às vezes, recebo algumas mensagens. Além dos mexicanos que já são fãs dos brasileiros, os americanos agora estão também começando a respeitar o trabalho feito por aqui e eu já estou sentindo isso pelas mensagens que recebo de lá. Até na Europa, que tem um som bem diferente do feito aqui, já há uma abertura pra alguma coisa produzida no Brasil. Outro dia um amigo meu que mora na França me mandou a notícia de que ouviu a música GLOW num clube em Paris.

Posers tomam conta da Blue nesta sexta-feira

Por Thales Sabino em 30.07.2009 : : 14h39

Foto: Mara

Club Kid, uma onda oitentista que pregava a quebra de qualquer barreira de identidade e uma vida guiada pelo hedonismo, tem seus adeptos ainda hoje. Para conhecer o som influenciado por essa ideologia, basta ir à festa Babaloo Lollipop desta sexta-feira 31 na Blue Space e prestar atenção na dupla Alis Deevine e Toxic.

Eles, assumidamente, se identificam com o Club Kid e com um dos principais estilos musicais dessa tribo que é o eletro, no caso deles, o eletrohouse.

A dupla faz parte do casting da Vodka Blush há um bom tempo e já tocaram em lugares como Landscape e Espaço Galeria. No mais, eles já realizaram festas próprias. Tudo dentro da falta de limites que o Club Kid prega. “Essa onda, que surgiu em Nova York, prega uma liberdade de expressão absoluta. Em que se pode ser o que desejar. Se hoje eu acordo querendo ser um duende. Tudo bem. Eu me visto como tal. Nisso, há um rompimento de identidades, de gênero inclusive.”

Fotos: Cesar Alexandre e Eric Phillips

A respeito de influências, a dupla tem um forte vínculo com a noite de São Paulo, uma das mais diversas e movimentadas do mundo. Na cidade, Toxic e Alis Deevine dizem ter um público grande que os acompanha. Uma vantagem da cidade, de acordo com Alis, é o maior respeito aos vários estilos musicais, algo que falta em Brasília. “Já ocorreu de freqüentadores de algumas festas não gostarem do tipo de música que tocamos. Em São Paulo, há mais abertura para se curtir todo tipo de som.”

Para a noite de sexta-feira, a promessa é de uma boa mistura de pop com o eletrohouse. “Estamos ouvindo muito Madonna, Kylie Minogue e outra cantoras pop. Temos ido muito a matinês em São Paulo e isso tem nos influenciado. O que é bom porque tem tudo a ver com a Vodka Blush”, explica Alis.

: : Babaloo Lollipop

Atrações: DJs Alis Deevine e Toxic, [Andie] & Mia, Stopme, Luca Housefeller, IDJs Carol Stieler e Vice & Versa, Augusto Arcanjo e Pedro Tiê, Gilmar Golucho e Beto Luscious.
Local: Blue Space Brasília (SOF Sul, Quadra 16)
Horário: 22h30
Entrada: R$ 10 com flyer até 0h e R$ 15 com flyer até 1h e R$ 20 sem flyer.

*Por Welton Trindade, do ParouTudo